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Postado em 22/01/2019
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Monitoramentos e análise da eficiência de sistema ambientais

O QUE É NECESSÁRIO FAZER PARA TER O CONTROLE DE NOSSO SISTEMA AMBIENTAL

Quando temos um sistema ambiental instalado em nosso site, temos que realizar o monitoramento e verificar a eficiência do sistema, principalmente para fazer ajustes quando necessários.
Vamos descrever como devemos fazer para ter completo gerenciamento de nossas ações e evitar transtornos para nossa empresa, conforme segue:
1º Passo – conhecer o nosso sistema: devemos entrar no processo e entender como funciona nosso sistema para o qual foi dimensionado na ocasião e se houveram alterações no decorrer do tempo.
Exemplo: Estação de Tratamento de Efluente foi dimensionada para determinada carga de DBO e outros contaminantes, porém foi instalada há 10 anos. Nosso processo produtivo sofreu alterações e aumentou a carga de DBO e todos os contaminantes.
Provavelmente essa ETE não está funcionando de acordo com o projeto e pode ser que não atenda a legislação especificada.
2º Passo -  montar um plano de amostragem para verificar o sistema – deve ser feito um plano de amostragem do sistema e verificar se o sistema está atendendo aos requisitos da legislação.
3º Passo – devem ser feitos ajustes, se necessário, no sistema para atender à legislação especificada.
4º Passo – fazer novo plano de amostragem e verificar se o sistema atendeu suas expectativas, realizando novos ajustes se necessário.
5º Passo – treinar o pessoal para operar o sistema e implantar o monitoramento ambiental para verificar a eficiência do sistema.
O monitoramento deve ser montado para garantir que a empresa atenda aos requisitos dispostos na legislação pertinente ou avaliar se o sistema tem a eficiência esperada.
Exemplo: Sistema de remediação da água subterrânea – implanta o processo de remediação e precisa fazer os monitoramentos para saber se está reduzindo os níveis de contaminação e atendendo suas expectativas.
Cabe salientar que nesse caso pode ocorrer o acréscimo do contaminante no início do sistema e/ou durante o processo que temos que avaliar os fatores, pois pode ter fase retida no solo de contaminante e quando iniciamos a operação do sistema se desprende e aumenta a concentração do contaminante na água subterrânea.
Outro fator pode ser o ciclo hidrogeológico chuvoso, como exemplo março/abril período chuvoso pode ocorrer o decréscimo da concentração de contaminante e em setembro/outubro essa concentração aumenta e muitos consultores dizem que o sistema não está sendo eficiente e não é verdade. Temos que avaliar um tempo maior para poder decidir sobre tais questões.
Também temos situações que o efluente da empresa é lançado no corpo receptor e faz análise somente da saída do efluente, porém as legislações (CONAMA 430 e Decreto Estadual de São Paulo 8468/76 – artigo 18) dizem em percentual de redução de DBO, portanto se não fizermos o monitoramento do efluente na entrada, não temos como calcular a eficiência do sistema e esse é o grande erro do monitoramento.
Normalmente as empresas definem seu monitoramento, porém não tem critérios e também não conseguem verificar a eficiência do sistema de tratamento.
Dessa forma podemos observar como é importante definir o plano de amostragem e monitoramento de nosso sistema para verificarmos a eficiência do sistema proposto e também, caso necessário, fazer os ajustes para atender as legislações.
No dia 05/02/2019 estarei no Hotel Mercure na Rua São Carlos do Pinhal, 87 – Bela Vista – São Paulo – SP dando uma palestra no workshop Remediação Ambiental – Página Sustentável sobre Eficiência dos Sistemas de Remediação Ambiental.
Caso tenha alguma dúvida, por favor não hesite em nos contatar. Podemos te ajudar a montar seu plano de monitoramento e também realizar o monitoramento, calculando a eficiência de seu sistema implantando.